terça-feira, 2 de outubro de 2007
4 3 2 estados do mundo
Novela se bobear deixa pensar que um vigarista estará sempre a espreitar, que um amor que tem tudo pra ser será, mesmo só sendo esse amor um pacto narrativo. Mas qual seria o problema de existir uma visão onipresente da vida se nunca nada dá conta de tudo e se desse de nada adiantaria? Dêem-nos filmes à altura de nossas tormentas ou dêem-nos um abismo, uma torre ajenalada de vetores e falas que não nos dizem respeito, para que resmunguemos. O problema do 432 é a pressa, e o problema não é um problema que nos afugenta, mas cativa.
sábado, 1 de setembro de 2007
cool freak brisa

Jornalístico é o jargão não aguento baboseira para artigos infelizes de jornalístas capengas, assim como o sociólogo cujos textos circulam somente entre a raça onde nenhum argonauta de outra galáxia acadêmica entra ou pede licença para citá-lo com receio de ser barrado na banca interdisciplinar nunca sairá o seu dourado helicóptero tomando sua soda de bolsa do cnpq.
Sim, é uma introdução freak para um disco fucking zozonion good. Escutem e estarão lá os dusty brothers cativados e calibrados para a picotagem do paul´s boutique do beasty boys. Antonioni, sobre o Deserto Vermelho, falava de um ritmo de cores. Pois então, esqueçamos a metáfora e partamos para a noite, porque o disco pede isso, não o ritmo da tela ou de algo que não nos predisponha a sermos passivos e estimularmos conexões nervosas que resultem em textos ou teorias para teses, mas sim ritmo dos passos rumo à rua e ao ritmo imbecil da maravilhosa perdição de seus estímulos. Não que isso impeça a mimhoca de cavar fundo na terra da palavra.
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